quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Vemo-nos Gregos... Queremos a nossa vida de volta?





A nossa vida não é o que nos anunciaram: os empregos escasseiam e não duram, as qualificações escolares não garantem o acesso a um mercado de trabalho cada vez mais selvagem, os serviços são cada vez menos públicos, o futuro é incerto e o presente cheio de dúvidas.
Esta é a primeira geração condenada a viver pior do que os seus pais, desenquadrada de estruturas representativas dos seus interesses difusos e incertos, cada vez mais desconfiada das burocracias partidárias e nomenclaturas administrativas.
Dos protestos que a geração-precária está a protagonizar na Grécia, interessa-nos discutir as condições sociais que levaram à revolta e as suas formas de organização.
É para isso que nos juntamos na quinta feira, 22 de Janeiro, pelas 21.00 no bar do Teatro A Barraca.
Convidados:
  • Carvalho da Silva - Secretário Geral da CGTP
  • Rui Tavares - Historiador
  • José Soeiro - Sociólogo
  • João Romão - Economista e membro do PI
Metro – Cais do Sodré (linha verde) CP – Estação de Santos Carris – 6, 727, 60, 104, E15, E25, E28

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Na Grécia...

Mário Soares alerta para descontentamento que pode resultar em Revolta Social (numa notícia publicada no Diário de Notícias). A questão é que quando o descontentamento é grande, a revolta social é a resposta. É o momento de recusar a continuidade de um governo que perpetua políticas corruptas, favorecendo a sua classe e aqueles que a rodeiam e reprime manifestações e greves.
O historial de luta e reivindicações na Grécia tem sido constante nos últimos anos, devido principalmente à tentativa de privatização do ensino superior, sendo que o assassinato do jovem de 15 anos terá sido apenas a gota de água que intensificou os confrontos na rua, principalmente feito por jovens afectados por um desemprego que atinge os 23%.


À luta dos estudantes dos secundários e das universidades juntaram-se também os trabalhadores, organizam discussões sobre a presente crise e as suas causas e exigem assembleias-gerais. As greves e ocupações têm continuado. Embora muitos não participem nas acções de rua, a maioria compreende a situação e apoia os actos.

Também, como em Portugal, os banqueiros ganham com a crise. Também, como em Portugal, não há dinheiro para salários e pensões. Também, como em Portugal, a administração é danosa. Onde, também, os jovens sofrem desemprego e precariedade laboral.

Neste momento a repressão policial na Grécia é grande, centenas de jovens foram presos, há relatos de maus-tratos nas esquadras.


O Move é pelo fim da repressão policial na grécia e somos solidários com a luta dos estudantes e trabalhadores Deste país.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Crise em Debate





No dia 10 de Dezembro concretizou-se mais um debate promovido pelo Move. Este debate pretendia ser uma discussão sobre as Crises e a Crise.

Numa escola que ainda continua virada para o seu umbigo, pensámos mais uma vez na necessidade de criar mais um espaço de troca de ideias, para que o que se passa lá fora não nos passe ao lado. Para isso convidou-se o Economista José Guilherme que fez uma exposição sobre a crise económica e financeira mundial e o professor do ISA, Lima Santos, que falou principalmente sobre a Crise Alimentar.

Estavam presentes 20 pessoas, entre elas funcionárias/os Professoras/es e estudantes do ISA, que ouviram e discutiram um dos problemas mais actuais do nosso globo, a crise financeira, onde os ricos têm sido protegidos pelos governos, como é o caso em Portugal do BPN e BPP, que é, nada mais nada menos, que roubar dos nossos impostos para pagar a especulação e as apostas nas bolsas que os ricos fazem.

Por outro lado discutiu-se a crise alimentar, anterior, mas não independente da actual. Esta crise levou ao aumento dos preços dos produtos agrícolas fazendo com que muitas populações do mundo passassem e continuem a passar fome, esta discussão, foi, é, e continuará a ser um debate central da nossa faculdade. Apesar de grande parte dos professores ignorarem este problema pensamos que enquanto quase 1/6 do Mundo passar fome, o problema agrícola continuará.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Crise em Debate

O MOVE informa que:

O debate sobre a Crise será realizado no anfiteatro do DEF
(Departamento de Engenharia Florestal)


e não na Sala de Actos.



Até lá

domingo, 7 de dezembro de 2008


Crise em debate




O MOVE organiza mais um debate no ISA, desta vez, o mote para o debate é a CRISE.
Mas qual crise?

Basta ligar a televisão, desfolhar um jornal ou tomar um pouco de atenção à conversa do lado, para nos apercebermos que o argumento crise prolifera por todo o lado, e serve para justificar tudo e mais alguma coisa. Desde o "ordenado miserável que o meu patrão me paga e o desemprego que afecta a minha família", até à privatização do serviço nacional de saúde ou do ensino superior, áreas onde a desresponsabilização do Estado tem crescido mesmo contra a vontade das pessoas. Ouvimos ainda falar de crise ambiental, e de crise alimentar, entre outras...

Os investidores da banca andam preocupados com os seus investimentos milionários, os bancos descapitalizados, e aqui já o Estado assume a responsabilidade de intervir e salvar as fortunas de quem constrói a multifacetada crise.

Mas afinal o que é esta crise que parece afectar a vida de todos nós? E quais as suas dimensões?

Para dar entrada a este debate que se pretende participativo e construtivo, o MOVE convidou algumas pessoas, nomeadamente o economista José Guilherme (que escreve para o blog ladroesdebicicletas.blogspot.com) e o Prof. José Lima Santos (ISA).

O debate é no ISA no dia 10 de Dezembro, pelas 15h na Sala de Actos (edifício principal)

(Instituto Superior de Agronomia, bus 60 e E18)

A tua presença e contributo são importantes!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Debate Palestina

Na Quinta Feira dia 13 de Novembro decorreu mais uma actividade do MOVE, desta vez sobre a situação Israelo-Palestiniana. Foi no Pavilhão de Florestal que passámos um filme chamado "O muro de Ferro" sobre a construção do Muro de Israel que retrata a situação de "Apartheid" que se vive na Palestina. Seguiu-se um debate aberto com a presença de Alan Stolerof, um professor do ISCTE norte-americano de origem judia, pertencente ao Comité Solidariedade com a Palestina. Um debate que juntou cerca de 20 pessoas que discutiram o conflito entre Israel e Palestina, o qual continua a ser uma das mais centrais, se não a mais central, situação de conflito do mundo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008


Amanhã, 12 Novembro, 14h

concentração em frente à reitoria
na abertura oficial do ano académico

vem dizer não ao Orçamento para o Ensino Superior 2009!


O Orçamento de Estado (OE) proposto pelo governo do PS para a UL, vai conduzir a Universidade à ruptura financeira. o aumento proposto

As propinas todos os anos aumentam. Porém, a qualidade do ensino e o montante disponibilizado para a Acção Social diminuem.

Para onde vão então as nossas propinas?
As nossas propinas servem para pagar os ordenados de funcionários públicos universitários (docentes, auxiliares, etc.), enquanto que este pagamento deveria ser assegurado pelo OE, segundo a lei.

Não existe dinheiro para o Ensino Superior (ES), mas existem 20 mil milhões de Euros para salvar os bancos de uma crise criada por eles próprios.

para mais informações vai a naoaooe2009es.blogspot.com

Passa a informação e aparece amanhã na reitoria!


segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A Cortina de Ferro

Esta semana o ]movE[ apresenta mais um debate no ISA.
Será nesta quinta-feira, 13 de Novembro, pelas 15:00 na sala 2.12 do DEF.


Desta vez o tema é a Palestina.
O debate terá a presença de Alain Stoleroff do Comité Solidariedade Palestina.
E o filme que vamos ver podes descarregá-lo aqui.

Até quinta!


Israel e Palestina aparecem em todos os telejornais, porquê?

Haverá solução para o conflito?


Desde quando existe Israel, e a Palestina?


Quem financia Israel?


Haverá maus e bons?

domingo, 9 de novembro de 2008

Ex-reitores pedem intervenção

Está em causa o funcionamento das universidades, dizem ex-responsáveis. Muitos são do PS.

Júlio Pedrosa, ministro de António Guterres, Rui Alarcão, mandatário de Mário Soares, e Adriano Pimpão, ex-dirigente do PS, assinaram com mais 13 ex-reitores de universidades públicas uma carta ao Presidente da República e ao primeiro-ministro. O "funcionamento regular das instituições e a sua autonomia estão em perigo", alertam os 16 signatários. Contactado, o gabinete do primeiro-ministro até ao fecho desta edição não fez qualquer comentário, por José Sócrates se encontrar no Conselho de Ministros. Na carta, que ontem chegou às mãos do chefe do Governo e de Cavaco Silva, apela-se "a uma revisão da actual política de financiamento, por forma a assegurar a autonomia e o funcionamento regular das instituições". Trocado por miúdos, antigos responsáveis estão a sublinhar os avisos que os reitores têm vindo a fazer: os dinheiros públicos fixados para 2009 não são suficientes, apesar de estarem disponíveis mais €90 milhões. É que as despesas vão aumentar.

Por um lado, a qualificação dos professores representa uma progressão na carreira e, logo, mais dinheiro; por outro, é dos cofres das universidades que sai o aumento salarial de 2,9% decidido pelo Governo para a Função Pública. Os ex-reitores temem que, às quatro universidades que este ano sobreviverem graças a entregas pontuais do Ministério do Ensino Superior, se juntem outras tantas, ou mais ainda. "Nos diversos casos em que as instituições têm entrado em rotura financeira, criou-se a prática da concessão de reforços orçamentais para assegurar o pagamento dos salários, enquanto outras foram obrigadas a usar os saldos resultantes da captação de receitas próprias. Gerou-se desta forma uma situação injusta e desincentivadora da boa gestão, com repercussões negativas e imediatas para a autonomia das instituições e a sua capacidade de planear e assumir estratégias de médio e longo prazo", lê-se na carta, que também foi assinada por Barata Moura, Novais Barbosa e José Lopes da Silva, entre outros. Entretanto, também os pesos-pesados do conselho estratégico da Universidade do Minho, como Leonor Beleza, António Carrapatoso, Carlos Bernardo e João Salgueiro, criticaram ontem a situação de fragilidade em que se encontram as universidades.

domingo, 2 de novembro de 2008

À conversa sobre a história das coisas




De onde vêm as coisas que consumimos?
Como são produzidas e de que forma afectam as pessoas que as produzem e as consomem?
O sentido da vida passou a ser seguir a seta dourada do consumo?

Estas foram algumas das perguntas que motivaram a discussão que o MOVE promoveu na semana passada no ISA. Depois da passagem do filme Story of Stuff o professor José Lima Santos deu início ao debate com uma visão crítica sobre o filme, acrescentando também algumas perguntas que vieram enriquecer este momento de reflexão e de procura de respostas conjunta. (Estamos dispostos a mudar os nossos hábitos de consumo?; Crer na tecnologia e tudo correrá bem?; Devemos acrescentar o custo ambiental ao preço dos produtos que consumimos?; Queremos tentar resolver estes problemas ou esperar pelo colapso?; Quanto tempo temos?; Qual o papel do Estado?; ...).

A conversa desenrolou-se à volta de soluções para um mundo mais sustentável e justo. No final todos ficámos com dúvidas mas com algumas certezas, com a certeza que vivemos num mundo injusto, desigual e insustentável e que algo vai ter de ser feito para mudar isso. A certeza de que os diversos Estados têm um papel importante no desfecho desta história e que as especificidades de cada espaço físico e social têm de ser consideradas. Tal só será possível através de um processo democrático que fomente a autoconstrução das sociedades. Esta foi mais uma actividade organizada pelo MOVE que provou que é possível juntar pessoas, é possível fazer de outras formas, é possível discutir e construir juntos, é possível uma outra vida na Escola. Continuaremos neste caminho, provando que é possível, combatendo o conformismo e negando as inevitabilidades que se vão querendo impor à vida dentro da Escola. Queres caminhar connosco?


terça-feira, 21 de outubro de 2008

Filme e conversa - Story of Stuff

É já na próxima 5a feira, dia 30 de Outubro, às 16h30, que o ]movE[ promove a visualização do filme Story of Stuff, seguida de uma conversa com a participação do prof. Lima Santos.
É no auditório do Departamento de Engenharia Florestal.

De onde vêm as coisas que consumimos?
Como são produzidas e de que forma afectam as pessoas que as produzem e consomem?
O sentido da vida passou a ser seguir a seta dourada o consumo?
Desde a sua extracção às prateleiras dos supermercados e depois para as lixeiras, os produtos que passam pelas nossas mãos afectam muitas pessoas e as comunidades onde estas vivem.
Estas são coisas que estão escondidas por detrás dos componentes do teu leitor MP3 ou do algodão dos teus ténis.



Estas são algumas das questões à volta das quais se desenvolve o Story of Stuff e às quais tenta dar uma resposta.

www.storyofstuff.com

Não faltes!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O MOVE lançou um novo jornal no início deste ano

Podes lê-lo aqui


Aparece na próxima quarta-feira, dia 15 às 14:30, no relvado junto da cantina para falar e ouvir Pedro e Diana

O MOVE é um movimento informal de estudantes que nasceu dentro ISA em 2006, criado pela necessidade de mudar a vida na Escola derrubando muros que nos limitam dentro dela; muros que se interpõem entre ela e o mundo onde vivemos, o qual queremos construir e decidir.


O MOVE é assim um movimento aberto à participação de todos (alunos, professores, funcionários, ...) os que queiram connosco pensar e construir a Escola. Porque acredita que é possível outra vida na Escola. Porque vê na Escola um espaço onde nascem e se discutem novas ideias. Porque espera da Escola mais do que uma rotina onde se aprende e ensina. Porque sabe que é possível juntar pessoas para fazer de outras formas. Porque recusa a "inevitabilidade" de uma Escola onde a tecnocracia vence a vida.


Com o nosso pouco tempo de existência já muitas coisas organizámos que no passado recente nos pareciam impossíveis: juntar diversas pessoas de formas diferentes e por motivos diferentes, organizando debates com os mais diversos temas, festas, reuniões, manifestações; e construindo jornais, cartazes, panfletos, entre outras coisas. Apesar de tudo isto, temos a consciência e a humildade para saber que ainda está quase tudo por mudar e que nem sempre demos as melhores respostas às mais diversas situações, mas este é um caminho que se faz juntando pessoas e procurando com elas as melhores alternativas. Queres procurá-las conosco?


Queremos uma Escola sem barreiras, sem muros no pensar, queremos a liberdade, a diversidade e a democracia. Exigimos fazer parte da escola e recusamos ser apenas uma matéria prima a transformar para responder às ditas necessidades do "mercado", a tal coisa que apregoam conseguir regular tudo, e que é o mote para a "selva" em que vivemos hoje, onde a desigualdade e a injustiça prosperam. Queremos uma Escola pública, onde todos encontrem as portas abertas, ou melhor uma Escola sem portas... Queremos todos fazer parte, construir e decidir a Escola todos os dias.


Sabemos que muitos dos problemas que combatemos dentro da Escola são o reflexo (e muitas vezes a causa) do que se passa no resto da sociedade. Assim, as nossas lutas são múltiplas, porque sabemos que a mudança só nascerá da união entre pessoas que vivem as mais diversas realidades mas que partilham problemas comuns, porque nada existe isolado. E por estes motivos este pequeno jornal fala de temas tão diversos que precisam de chegar às mais diversas pessoas que fazem parte (ou não) do espaço Escola.



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Universidades estão a cobrar propinas ilegais

http://www.amigosdedelmirogouveia2.blogger.com.br/maos_moedas.jpg


via JN


Apesar de só se poderem inscrever em sensivelmente metade das disciplinas, os estudantes em regime de tempo parcial das universidades do Porto e da Madeira têm de pagar uma propina igual à dos restantes.


Para garantir uma maior flexibilidade no acesso ao Ensino Superior, o Governo decidiu, em Junho passado, criar o regime de estudante a tempo parcial. As suas grandes vantagens seriam não obrigar o aluno a ter de se inscrever em todas as disciplinas do ano, beneficiando de um regime especial de prescrições e pagando uma propina menor.


No entanto, segundo o JN apurou, tanto a Universidade do Porto, como a da Madeira, apesar de limitarem a inscrição a cerca de metade dos créditos do regime geral, cobram uma propina semelhante à do regime geral e que é, em ambos os casos, o valor máximo de 972 euros.


Fonte da Universidade do Porto explicou ao JN que, por ter dúvidas quanto à interpretação do diploma legal (ver ficha) e para não atrasar mais a implementação deste regime, a Secção Permanente do Senado da Universidade optou, neste ano lectivo, por equiparar o valor da propina dos estudantes em regime parcial e do regime geral.


Todavia, parece que apenas duas Universidades tiveram dúvidas de interpretação, já que, segundo o JN conseguiu apurar, as demais ou ainda não implementaram este sistema ou então optaram por fórmulas de cálculo que reduzem o valor a pagar (ver ficha).


Na altura, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, referiu que este regime se destinava "a pessoas que naturalmente não podem cumprir o horário de trabalho e ser estudantes a tempo inteiro, que podem desta forma adequar o tempo de estudo às suas obrigações concretas da vida, como trabalhadores ou como pais". O JN tentou obter uma reacção do ministério a esta situação, mas o gabinete de Mariano Gago escusou-se a dar qualquer resposta.


Um estudante da Faculdade de Engenharia do Porto, que apenas quis ser identificado como Filipe, disse ao JN que, "por estar à espera de um ano complicado em termos profissionais", tinha pensado em inscrever-se a tempo parcial, mas quando constatou que iria pagar o mesmo desistiu da ideia. "Já que pago o mesmo vou tentar fazer o máximo de discplinas", explicou.


sábado, 4 de outubro de 2008

Manifestação pela regularização dos indocumentados


comunicado de imprensa


JORNADA DE ACÇÃO


Pela regularização dos(as) indocumentados(as), contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy


Associaçõesconvocam jornada de acção para

domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz


Nos dias 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá oschefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o 'PACTOEUROPEU sobre IMIGRAÇÃO e ASILO', aprovado no conselho deministros realizado a 25 de Setembro. O Pacto proposto por Nicolas Sarkozy, nocontexto da presidência francesa da União Europeia, visa definir as linhasgerais da UE nesta matéria e assenta em cincopontos fundamentais: organizar aimigração legal, priorizando a adopção do “cartão azul”, para recrutamento demão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão eestabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito;concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras;proibir os processos de regularização colectiva.


Depois da aprovação da Directiva de Retorno, com o votofavorável do Governo português, estas medidas representam mais uma vergonhapara a Europa. O tratamento securitário dasmigrações, a definição de critérios discriminatórios para acesso ao trabalho, oaprofundamento da criminalização da migração, da militarização e externalizaçãodas fronteiras através do FRONTEX e a perseguição dos(as) cerca de 8 milhões deindocumentados(as) que vivem e trabalham na Europa - a quem é oferecida aexpulsão como única saída -, são medidas que visam consolidar uma EuropaFortaleza, da qual não podemos senão nos envergonhar.


Em Portugal, a recente onda demediatização da criminalidade e as recentes declarações de responsáveisgovernamentais que trataram os(as) como imigrantes bodes expiatórios para oaumento da criminalidade, abrem espaço para as pressões xenófobas e racistas, ecriam um ambiente propício para a desresponsabilização do Governo. Em causaestá a necessidade de regularização de dezenas de milhares de imigrantes quedefrontam sérias dificuldades em regularizar a sua situação.


São homens e mulheres que procuraram fugir à miséria, fome,insegurança, obrigados a abandonar os seus países como consequência doaquecimento global e outras mudanças climáticas, ou que muito simplesmente tentarammudar de vida, mas a quem não foi reconhecido o direito a procurar melhorescondições de vida. Tratam-se de pessoas que não encontraram outra opção senão orecurso à clandestinidade, muitas vezes vítimas de redes sem escrúpulos, e quese confrontam com uma lei que diz cinicamente que 'cada caso é umacaso', fazendo da regra a excepção e recusando à generalidade dos(as)imigrantes o reconhecimento da sua dignidade humana. Destaque-se a situação dosimigrantes sem visto de entrada, a quem a lei recusa qualquer oportunidade delegalização.


Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e nomundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pelaregularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento.É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contraa vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento deperseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias eestigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensivadas políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalísticodistorcido feito por alguns meios de comunicação social. Cientes de que estácriado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando aspressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi,organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais,religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pelaregularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contrao Pacto Sarkozy.


ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS:
Acção Humanista Coop. e Des.; Associação de Apoio ao Estudante Africano; ACRP; ADECKO; AIPA – Ass. Imig. nos Açores; APODEC; Ass. Caboverdeanade Lisboa; Ass.Cubanos R.P.; Ass. Lusofonia, Cult. e Cidadania; Ass. Moçambique Sempre; Ass.dos Naturais do Pelundo; Ass. dos Nepaleses; Ass. orginários Togoleses; Ass. R.da Guiné-Conacri; Ass. Olho Vivo; Ass. Recr. Melhoramentos de Talude; BalletPungu Andongo; Casa do Brasil; Centro P. Arabe-Puular e Cultura Islâmica;Colect. Mumia Abu-Jamal; Comissão de Moradores do Bairro do Fim do Mundo; Khapaz – Ass. de Jovens Afro-descendentes; Núcleo doPT-Lisboa; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Solidariedade Imigrante; SOSRacismo.


sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Cantinas Universitárias

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O Movimento MISTA promove um inquérito acerca da qualidade das cantinas universitárias.
Participa no blog do movimento MISTA


sexta-feira, 26 de setembro de 2008

MUDA lança a 5ª edição do jornal RADAR

O MUDA (movimento de estudantes da Faculdade de Ciências) lançou no passado dia 15 o RADAR. Esta é já a 5ª edição do jornal que é agora dedicado à vida na faculdade e em Lisboa.


Descarrega o RADAR
aqui!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Carreiras de futuro... nos call-centers

via Precários Inflexíveis


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Então não é que há chefes de call-centers que têm o descaramento de dizer coisas como esta?:


"Frederico dos Santos Carona, director de projecto da RHmais, defende que existe espaço nestas empresas para jovens que querem percorrer um caminho. O que é preciso é querer. Disciplina, trabalho de equipa, pontualidade e assiduidade são requisitos mínimos para quem quer chegar mais longe. É uma questão de atitude. «Esta indústria é caracterizada pelo seu enorme dinamismo e novas oportunidades. Para fazer carreira de sucesso é preciso conseguir destacar-se. Infelizmente, a generalidade das pessoas não aposta naquilo que está a fazer, considera o emprego no ‘contact center’ como algo transitório na sua vida. Há um ‘deficit’ de pessoas ambiciosas em relação às oportunidades existentes nesta indústria. A carreira está lá e é preciso querer tê-la.»"


(notícia "Mundo Universário", aqui)


Sugestão: 'bora "lá" tod@s buscar a nossa querida carreira, nessa indústria de oportunidades, salários luxuosos e contratos para a vida?

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Revolução das Colheres




No dia Mundial do Animal,
dia 4 de Outubro, a Acção Animal vai realizar um jantar vegetariano (vegano), seguido de um debate sobre vegetarianismo e o movimento sul-americano pró-vegetarianismo "revolução das collheres".

O local será na cooperativa cultural "Crew Hassan", na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 159, 1º andar (metro: Restauradores; www.crewhassan.org).

O jantar está marcado para as 20h, terá um custo de 7 euros e terá de ser obrigatoriamente reservado até dia 26 de Setembro (geral@accaoanimal.com).

O debate (21h) e concerto (22h30) têm entrada livre.

Este evento está integrado nas actividades da Semana Vegetariana. Para veres outros eventos e iniciativas integradas nesta semana, incluindo algumas organizadas pelo núcleo do Porto da Acção Animal, visita a página www.semanavegetariana.com.