
domingo, 7 de dezembro de 2008
Crise em debate

O MOVE organiza mais um debate no ISA, desta vez, o mote para o debate é a CRISE.
Mas qual crise?
Mas afinal o que é esta crise que parece afectar a vida de todos nós? E quais as suas dimensões?
(Instituto Superior de Agronomia, bus 60 e E18)
A tua presença e contributo são importantes!
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Debate Palestina
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Amanhã, 12 Novembro, 14h
concentração em frente à reitoria
na abertura oficial do ano académico
vem dizer não ao Orçamento para o Ensino Superior 2009!
O Orçamento de Estado (OE) proposto pelo governo do PS para a UL, vai conduzir a Universidade à ruptura financeira. o aumento proposto
Para onde vão então as nossas propinas? As nossas propinas servem para pagar os ordenados de funcionários públicos universitários (docentes, auxiliares, etc.), enquanto que este pagamento deveria ser assegurado pelo OE, segundo a lei.
Não existe dinheiro para o Ensino Superior (ES), mas existem 20 mil milhões de Euros para salvar os bancos de uma crise criada por eles próprios.
para mais informações vai a naoaooe2009es.blogspot.com
Passa a informação e aparece amanhã na reitoria!
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
A Cortina de Ferro
Será nesta quinta-feira, 13 de Novembro, pelas 15:00 na sala 2.12 do DEF.
Desta vez o tema é a Palestina.
O debate terá a presença de Alain Stoleroff do Comité Solidariedade Palestina.
E o filme que vamos ver podes descarregá-lo aqui.
Até quinta!
Haverá solução para o conflito?
Desde quando existe Israel, e a Palestina?
Quem financia Israel?
domingo, 9 de novembro de 2008
Ex-reitores pedem intervenção
Júlio Pedrosa, ministro de António Guterres, Rui Alarcão, mandatário de Mário Soares, e Adriano Pimpão, ex-dirigente do PS, assinaram com mais 13 ex-reitores de universidades públicas uma carta ao Presidente da República e ao primeiro-ministro. O "funcionamento regular das instituições e a sua autonomia estão em perigo", alertam os 16 signatários. Contactado, o gabinete do primeiro-ministro até ao fecho desta edição não fez qualquer comentário, por José Sócrates se encontrar no Conselho de Ministros. Na carta, que ontem chegou às mãos do chefe do Governo e de Cavaco Silva, apela-se "a uma revisão da actual política de financiamento, por forma a assegurar a autonomia e o funcionamento regular das instituições". Trocado por miúdos, antigos responsáveis estão a sublinhar os avisos que os reitores têm vindo a fazer: os dinheiros públicos fixados para 2009 não são suficientes, apesar de estarem disponíveis mais €90 milhões. É que as despesas vão aumentar.
Por um lado, a qualificação dos professores representa uma progressão na carreira e, logo, mais dinheiro; por outro, é dos cofres das universidades que sai o aumento salarial de 2,9% decidido pelo Governo para a Função Pública. Os ex-reitores temem que, às quatro universidades que este ano sobreviverem graças a entregas pontuais do Ministério do Ensino Superior, se juntem outras tantas, ou mais ainda. "Nos diversos casos em que as instituições têm entrado em rotura financeira, criou-se a prática da concessão de reforços orçamentais para assegurar o pagamento dos salários, enquanto outras foram obrigadas a usar os saldos resultantes da captação de receitas próprias. Gerou-se desta forma uma situação injusta e desincentivadora da boa gestão, com repercussões negativas e imediatas para a autonomia das instituições e a sua capacidade de planear e assumir estratégias de médio e longo prazo", lê-se na carta, que também foi assinada por Barata Moura, Novais Barbosa e José Lopes da Silva, entre outros. Entretanto, também os pesos-pesados do conselho estratégico da Universidade do Minho, como Leonor Beleza, António Carrapatoso, Carlos Bernardo e João Salgueiro, criticaram ontem a situação de fragilidade em que se encontram as universidades.
domingo, 2 de novembro de 2008
À conversa sobre a história das coisas
Como são produzidas e de que forma afectam as pessoas que as produzem e as consomem?
O sentido da vida passou a ser seguir a seta dourada do consumo?
Estas foram algumas das perguntas que motivaram a discussão que o MOVE promoveu na semana passada no ISA. Depois da passagem do filme Story of Stuff o professor José Lima Santos deu início ao debate com uma visão crítica sobre o filme, acrescentando também algumas perguntas que vieram enriquecer este momento de reflexão e de procura de respostas conjunta. (Estamos dispostos a mudar os nossos hábitos de consumo?; Crer na tecnologia e tudo correrá bem?; Devemos acrescentar o custo ambiental ao preço dos produtos que consumimos?; Queremos tentar resolver estes problemas ou esperar pelo colapso?; Quanto tempo temos?; Qual o papel do Estado?; ...).
A conversa desenrolou-se à volta de soluções para um mundo mais sustentável e justo. No final todos ficámos com dúvidas mas com algumas certezas, com a certeza que vivemos num mundo injusto, desigual e insustentável e que algo vai ter de ser feito para mudar isso. A certeza de que os diversos Estados têm um papel importante no desfecho desta história e que as especificidades de cada espaço físico e social têm de ser consideradas. Tal só será possível através de um processo democrático que fomente a autoconstrução das sociedades. Esta foi mais uma actividade organizada pelo MOVE que provou que é possível juntar pessoas, é possível fazer de outras formas, é possível discutir e construir juntos, é possível uma outra vida na Escola. Continuaremos neste caminho, provando que é possível, combatendo o conformismo e negando as inevitabilidades que se vão querendo impor à vida dentro da Escola. Queres caminhar connosco?
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Filme e conversa - Story of Stuff
É no auditório do Departamento de Engenharia Florestal.
De onde vêm as coisas que consumimos?
Como são produzidas e de que forma afectam as pessoas que as produzem e consomem?
O sentido da vida passou a ser seguir a seta dourada o consumo?
Desde a sua extracção às prateleiras dos supermercados e depois para as lixeiras, os produtos que passam pelas nossas mãos afectam muitas pessoas e as comunidades onde estas vivem.
Estas são coisas que estão escondidas por detrás dos componentes do teu leitor MP3 ou do algodão dos teus ténis.

Estas são algumas das questões à volta das quais se desenvolve o Story of Stuff e às quais tenta dar uma resposta.
www.storyofstuff.com
Não faltes!
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
O MOVE lançou um novo jornal no início deste ano
Podes lê-lo aqui
Aparece na próxima quarta-feira, dia 15 às 14:30, no relvado junto da cantina para falar e ouvir Pedro e Diana
O MOVE é um movimento informal de estudantes que nasceu dentro ISA em 2006, criado pela necessidade de mudar a vida na Escola derrubando muros que nos limitam dentro dela; muros que se interpõem entre ela e o mundo onde vivemos, o qual queremos construir e decidir.
O MOVE é assim um movimento aberto à participação de todos (alunos, professores, funcionários, ...) os que queiram connosco pensar e construir a Escola. Porque acredita que é possível outra vida na Escola. Porque vê na Escola um espaço onde nascem e se discutem novas ideias. Porque espera da Escola mais do que uma rotina onde se aprende e ensina. Porque sabe que é possível juntar pessoas para fazer de outras formas. Porque recusa a "inevitabilidade" de uma Escola onde a tecnocracia vence a vida.
Com o nosso pouco tempo de existência já muitas coisas organizámos que no passado recente nos pareciam impossíveis: juntar diversas pessoas de formas diferentes e por motivos diferentes, organizando debates com os mais diversos temas, festas, reuniões, manifestações; e construindo jornais, cartazes, panfletos, entre outras coisas. Apesar de tudo isto, temos a consciência e a humildade para saber que ainda está quase tudo por mudar e que nem sempre demos as melhores respostas às mais diversas situações, mas este é um caminho que se faz juntando pessoas e procurando com elas as melhores alternativas. Queres procurá-las conosco?
Queremos uma Escola sem barreiras, sem muros no pensar, queremos a liberdade, a diversidade e a democracia. Exigimos fazer parte da escola e recusamos ser apenas uma matéria prima a transformar para responder às ditas necessidades do "mercado", a tal coisa que apregoam conseguir regular tudo, e que é o mote para a "selva" em que vivemos hoje, onde a desigualdade e a injustiça prosperam. Queremos uma Escola pública, onde todos encontrem as portas abertas, ou melhor uma Escola sem portas... Queremos todos fazer parte, construir e decidir a Escola todos os dias.
Sabemos que muitos dos problemas que combatemos dentro da Escola são o reflexo (e muitas vezes a causa) do que se passa no resto da sociedade. Assim, as nossas lutas são múltiplas, porque sabemos que a mudança só nascerá da união entre pessoas que vivem as mais diversas realidades mas que partilham problemas comuns, porque nada existe isolado. E por estes motivos este pequeno jornal fala de temas tão diversos que precisam de chegar às mais diversas pessoas que fazem parte (ou não) do espaço Escola.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Universidades estão a cobrar propinas ilegais
via JN
Apesar de só se poderem inscrever em sensivelmente metade das disciplinas, os estudantes em regime de tempo parcial das universidades do Porto e da Madeira têm de pagar uma propina igual à dos restantes.
Para garantir uma maior flexibilidade no acesso ao Ensino Superior, o Governo decidiu, em Junho passado, criar o regime de estudante a tempo parcial. As suas grandes vantagens seriam não obrigar o aluno a ter de se inscrever em todas as disciplinas do ano, beneficiando de um regime especial de prescrições e pagando uma propina menor.
No entanto, segundo o JN apurou, tanto a Universidade do Porto, como a da Madeira, apesar de limitarem a inscrição a cerca de metade dos créditos do regime geral, cobram uma propina semelhante à do regime geral e que é, em ambos os casos, o valor máximo de 972 euros.
Fonte da Universidade do Porto explicou ao JN que, por ter dúvidas quanto à interpretação do diploma legal (ver ficha) e para não atrasar mais a implementação deste regime, a Secção Permanente do Senado da Universidade optou, neste ano lectivo, por equiparar o valor da propina dos estudantes em regime parcial e do regime geral.
Todavia, parece que apenas duas Universidades tiveram dúvidas de interpretação, já que, segundo o JN conseguiu apurar, as demais ou ainda não implementaram este sistema ou então optaram por fórmulas de cálculo que reduzem o valor a pagar (ver ficha).
Na altura, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, referiu que este regime se destinava "a pessoas que naturalmente não podem cumprir o horário de trabalho e ser estudantes a tempo inteiro, que podem desta forma adequar o tempo de estudo às suas obrigações concretas da vida, como trabalhadores ou como pais". O JN tentou obter uma reacção do ministério a esta situação, mas o gabinete de Mariano Gago escusou-se a dar qualquer resposta.
Um estudante da Faculdade de Engenharia do Porto, que apenas quis ser identificado como Filipe, disse ao JN que, "por estar à espera de um ano complicado em termos profissionais", tinha pensado em inscrever-se a tempo parcial, mas quando constatou que iria pagar o mesmo desistiu da ideia. "Já que pago o mesmo vou tentar fazer o máximo de discplinas", explicou.
sábado, 4 de outubro de 2008
Manifestação pela regularização dos indocumentados
comunicado de imprensa
JORNADA DE ACÇÃO
Pela regularização dos(as) indocumentados(as), contra a onda xenófoba e contra o Pacto Sarkozy
Associaçõesconvocam jornada de acção para
domingo, 12 de Outubro, às 15h, no Martim Moniz
Nos dias 15 e 16 de Outubro, o Conselho Europeu reunirá oschefes de Estado e de governo dos 27 para ratificar o 'PACTOEUROPEU sobre IMIGRAÇÃO e ASILO', aprovado no conselho deministros realizado a 25 de Setembro. O Pacto proposto por Nicolas Sarkozy, nocontexto da presidência francesa da União Europeia, visa definir as linhasgerais da UE nesta matéria e assenta em cincopontos fundamentais: organizar aimigração legal, priorizando a adopção do “cartão azul”, para recrutamento demão-de-obra qualificada; facilitar os mecanismos e procedimentos de expulsão eestabelecer nesse sentido parcerias com países terceiros e de trânsito;concretizar uma política europeia de asilo; reforçar o controlo das fronteiras;proibir os processos de regularização colectiva.
Depois da aprovação da Directiva de Retorno, com o votofavorável do Governo português, estas medidas representam mais uma vergonhapara a Europa. O tratamento securitário dasmigrações, a definição de critérios discriminatórios para acesso ao trabalho, oaprofundamento da criminalização da migração, da militarização e externalizaçãodas fronteiras através do FRONTEX e a perseguição dos(as) cerca de 8 milhões deindocumentados(as) que vivem e trabalham na Europa - a quem é oferecida aexpulsão como única saída -, são medidas que visam consolidar uma EuropaFortaleza, da qual não podemos senão nos envergonhar.
Em Portugal, a recente onda demediatização da criminalidade e as recentes declarações de responsáveisgovernamentais que trataram os(as) como imigrantes bodes expiatórios para oaumento da criminalidade, abrem espaço para as pressões xenófobas e racistas, ecriam um ambiente propício para a desresponsabilização do Governo. Em causaestá a necessidade de regularização de dezenas de milhares de imigrantes quedefrontam sérias dificuldades em regularizar a sua situação.
São homens e mulheres que procuraram fugir à miséria, fome,insegurança, obrigados a abandonar os seus países como consequência doaquecimento global e outras mudanças climáticas, ou que muito simplesmente tentarammudar de vida, mas a quem não foi reconhecido o direito a procurar melhorescondições de vida. Tratam-se de pessoas que não encontraram outra opção senão orecurso à clandestinidade, muitas vezes vítimas de redes sem escrúpulos, e quese confrontam com uma lei que diz cinicamente que 'cada caso é umacaso', fazendo da regra a excepção e recusando à generalidade dos(as)imigrantes o reconhecimento da sua dignidade humana. Destaque-se a situação dosimigrantes sem visto de entrada, a quem a lei recusa qualquer oportunidade delegalização.
Solidários(as) com a luta que se desenvolve na Europa e nomundo contra as politicas racistas e xenófobas, também por cá vamos lutar pelaregularização de todos imigrantes, sem excepção, cada homem/mulher - um documento.É uma luta emergente contra as pretensões de expulsão dos(as) imigrantes, contraa vergonha de uma Itália que estabelece testes ADN como instrumento deperseguição dos ciganos(as), contra as rusgas selectivas, arbitrárias eestigmatizantes, contra a criminalização dos(as) imigrantes, contra a ofensivadas políticas securitárias e racistas, alimentadas pelo tratamento jornalísticodistorcido feito por alguns meios de comunicação social. Cientes de que estácriado um ambiente de perseguição aos imigrantes na Europa, e rejeitando aspressões racistas e xenófobas dos Governos de Sarkozy e Berlusconi,organizações de imigrantes, de direitos humanos, anti-racistas, culturais,religiosas e sindicatos, decidiram marcar para o próximo dia 12 de Outubro, domingo pelas 15h, no Martim Moniz, uma jornada de acção pelaregularização dos indocumentados(as), contra a onda de xenofobia e contrao Pacto Sarkozy.
ORGANIZAÇÕES SIGNATÁRIAS: Acção Humanista Coop. e Des.; Associação de Apoio ao Estudante Africano; ACRP; ADECKO; AIPA – Ass. Imig. nos Açores; APODEC; Ass. Caboverdeanade Lisboa; Ass.Cubanos R.P.; Ass. Lusofonia, Cult. e Cidadania; Ass. Moçambique Sempre; Ass.dos Naturais do Pelundo; Ass. dos Nepaleses; Ass. orginários Togoleses; Ass. R.da Guiné-Conacri; Ass. Olho Vivo; Ass. Recr. Melhoramentos de Talude; BalletPungu Andongo; Casa do Brasil; Centro P. Arabe-Puular e Cultura Islâmica;Colect. Mumia Abu-Jamal; Comissão de Moradores do Bairro do Fim do Mundo; Khapaz – Ass. de Jovens Afro-descendentes; Núcleo doPT-Lisboa; Obra Católica Portuguesa de Migrações; Solidariedade Imigrante; SOSRacismo.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Cantinas Universitárias
![[mista.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjl5s_0QRKPg26BzZ0trSZWsTz1njE0enI_1PGeZnNagCqD7z0ma_MvIOCXEnQi1dPXzsNrEgrUQdlR4DwXE1ao6hvoyGJJHIIVi9FwlwN0vBAtK4hejUyJ7Z9WiPCKUiWayEitRw/s1600/mista.jpg)
O Movimento MISTA promove um inquérito acerca da qualidade das cantinas universitárias.
Participa no blog do movimento MISTA
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
MUDA lança a 5ª edição do jornal RADAR
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Carreiras de futuro... nos call-centers
![[2165682977_ae10befea8.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaJ328XCx2UHGxonFbKnObp2ooY1eTRF2iar6PPa1476Glaf3XScPdQ4icfyjkC1i-E5Ors0rLjUdryr7Yl_IZH55f6muHIfLk2SxJRXaAXeFaUUCIWLcAQmU7eeCuUaIvzemaIQ/s1600/2165682977_ae10befea8.jpg)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Revolução das Colheres

No dia Mundial do Animal, dia 4 de Outubro, a Acção Animal vai realizar um jantar vegetariano (vegano), seguido de um debate sobre vegetarianismo e o movimento sul-americano pró-vegetarianismo "revolução das collheres".
O local será na cooperativa cultural "Crew Hassan", na Rua das Portas de Santo Antão, n.º 159, 1º andar (metro: Restauradores; www.crewhassan.org).
O jantar está marcado para as 20h, terá um custo de 7 euros e terá de ser obrigatoriamente reservado até dia 26 de Setembro (geral@accaoanimal.com).
O debate (21h) e concerto (22h30) têm entrada livre.
Este evento está integrado nas actividades da Semana Vegetariana. Para veres outros eventos e iniciativas integradas nesta semana, incluindo algumas organizadas pelo núcleo do Porto da Acção Animal, visita a página www.semanavegetariana.com.
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Governo acusado de “comercialização do ensino”
"A maneira como o Governo condiciona a vida das universidades, sugerindo-lhes práticas desresponsabilizantes de sub-orçamentação ou, pior ainda, obrigando-as a medidas de 'comercialização' do ensino e de desqualificação do seu corpo docente não auguram nada de positivo para os próximos tempos", salienta o Senado da Universidade de Lisboa numa deliberação aprovada no passado dia 11 de Setembro.
No mesmo documento é recordado que as verbas disponíveis transferidas pelo Estado para assegurar o funcionamento regular da instituição diminuíram cerca de 25 por cento desde 2005, fixando-se em 2009 nos 76,183 milhões de euros.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
sábado, 24 de maio de 2008
Julgamento das praxes: condenação histórica
Seis arguidos, acusados do crime de ofensa à integridade física qualificada, e o sétimo, do crime de coacção, foram condenados a pagar multas entre os 640€ e os 1600€.
Este foi um julgamento em que se usou recorrentemente os conceitos de "anti-praxe", "código de praxe" e "acordo", definindo a praxe como um acordo entre praxados e praxistas.
Na sua exposição, o juiz declara que não é obrigatório alguém declarar-se “anti-praxe” para não ser sujeito a tais práticas; o código que a regula não tem qualquer legitimidade [inclusivamente incorpora elementos que se opõem à constituição]; e que os actos inseridos no contexto de praxe não se baseiam em nenhum acordo entre quem manda [”veteranos”] e quem obedece [“caloiros”].
Pela primeira vez, a instituição de justiça competente, e não um poder inventado de uma hierarquia fantasiosa, julga e condena acções em contexto de praxes académicas, lembrando ou mostrando que ninguém é inimputável à sombra do traje académico e que um crime é um crime, mesmo “sendo da praxe”.
A coragem da Ana, que apesar de todos os obstáculos nunca desistiu, levou a este ponto de viragem: a partir de hoje as “leis da praxe” já não se podem considerar paralelas às leis do país. E o futuro, a partir de hoje, pode pensar noutras mudanças que tornem livres as relações entre estudantes.




